sexta-feira, 13 de março de 2009

"Deixe seu filho comer grama"

Médica americana defende que deixar as crianças colocarem na boca objetos que caíram no chão é vantajoso para a saúde delas. Em seu livro, ela diz que, para ter um organismo resistente a doenças, devemos ter contato com a natureza e a sujeira e tomar o mínimo de remédios possível.Thaís FerreiraShutterstockO que você faria se encontrasse seu filho comendo esterco de cavalo no quintal de sua casa? A maioria dos pais, depois de um ataque de nervos, acharia que a criança pegaria uma doença. Nem essa idéia, nem o nervoso passaram pela cabeça da médica americana Mary Ruebush quando isso aconteceu com o filho dela. Geneticista e especialista em imunologia e microbiologia, ela escreveu o livro Why dirt is good (“Por que a sujeira é boa”, Kaplan Publicações, ainda sem tradução no Brasil), em que explica a importância de ter contato com microorganismos para criar um sistema de defesa forte. Ela defende que devemos deixar as crianças colocarem objetos na boca e que devemos evitar tomar remédios para que nosso corpo aprenda a detectar os organismos que realmente são perigosos e a combatê-los de forma natural. A seguir, a entrevista que a médica deu a ÉPOCA. ÉPOCA – Qual é o tipo de sujeira que podemos chamar de “boa”? Mary Ruebush - É a sujeira que temos contato numa fazenda ou no quintal de casa, quando estamos expostos a animais e plantas. A sujeira ruim são os germes que causam doenças. A maioria dos germes que encontramos nos animais não causa doenças aos homens. Estar em contato com os germes de animais faz nosso sistema imunológico trabalhar. Quando você encontrar os mesmos germes que encontrou nos animais, mas vindo de homens, eles não vão deixá-lo doente porque você deixou seu sistema imunológico mais forte no primeiro contato. ÉPOCA – Quando podemos estar em contato com a sujeira? Quando chego em casa da rua, por exemplo, devo lavar as mãos, certo? Mary - (Risos) Posso parecer louca, mas encorajo as pessoas a não lavar demais as mãos. Se você olhar para suas mãos e elas estiverem visivelmente sujas, então lave. Mas para situações simples, eu não me preocupo com isso. ÉPOCA – Então você não lava as mãos depois de andar de ônibus, por exemplo? Mary - Eu não lavo as mãos para tudo (risos). Tenho um sistema imunológico incrivelmente forte. Lavar as mãos o tempo todo não é um grande problema. Ao lavar você está se protegendo. Mas o que você deixa de fazer quando lava as mãos é permitir que seu corpo construa a força de que ele precisa para protegê-la. O sistema imunológico é como qualquer parte do corpo: precisa trabalhar para se fortalecer. Se você permite que seu corpo se exponha aos germes, lute e ganhe a batalha com eles, na próxima vez você estará protegido. Então não é que lavar as mãos toda hora é ruim, mas também não é algo benéfico. ÉPOCA – Qual é o limite entre a sujeira boa e a ruim? Quando ela é perigosa? Mary - Há vários germes que são muito perigosos aos humanos e para se proteger deles, nós temos vacinas, como contra difteria e tétano. Defendo as vacinas porque elas tornam a resposta imunológica do corpo mais forte. Ao tomar, você entra em contato com o germe e, da próxima vez que seu corpo encontrar o organismo causador da doença, não terá problemas. No Brasil, há a leishmaniose, a malária e a doença de Chagas. São doenças muito perigosas e eu as colocaria na categoria de sujeira ruim. Para se proteger delas, você se protege dos insetos que as transmitem, mas não há uma vacina ou uma resposta do sistema imunológico (a leishmaniose é transmitida por alguns mosquitos que se alimentam de sangue, como o palha; a malária é transmitida por mosquitos do gênero Anopheles; e a doença de Chagas, por um tipo de percevejo conhecido como barbeiro). ÉPOCA – Você defende o uso de medicamentos apenas quando são muito necessários. Mas como saber quando são mesmo necessários? Mary - Só um médico pode ajudar. Numa consulta, você deve dizer: “não quero ser medicado a menos que isso seja muito necessário para minha saúde”. Médicos querem que você se sinta bem o mais rápido possível, então, se você não falar que não quer remédios se pode se curar sozinho, eles darão uma receita e mandarão você para fora da sala. Quando seu médico entender que você considera os remédios perigosos e que você não quer tomar à toa, ele vai examinar sua doença e mandá-lo para casa fazer repouso, tomar muito líquido e vitaminas extras e se curar sozinho. Você estará realmente fazendo o melhor se não tomar remédio. Se o que você tem é uma doença que põe sua vida em risco, obviamente, você deve ser medicado. ÉPOCA – Em seu livro, você diz que a era dos remédios milagrosos está perto do fim porque criamos superbactérias resistentes a eles. Como será o futuro dos remédios que vamos tomar? Mary - Estou preocupada com isso. Os germes estão mudando para se proteger dos remédios e estão mais fortes. Eles se reproduzem numa velocidade muito maior do que a nossa capacidade de criar remédios. Há o novo caso da bactéria staphylococcus aureus resistente à vancomicina [um dos antibióticos mais potentes à disposição dos médicos]. Se não pararmos de tomar remédios do jeito que fazemos hoje e não voltarmos a fazer o que a mãe natureza nos diz, ou seja, usar nosso próprio sistema imunológico para melhorar, não teremos remédio para muitas doenças no futuro. ÉPOCA – Quando será esse futuro? Mary - O primeiro caso de resistência à meticilina foi descrito pela primeira vez em 1970. Em 1994, em 94% dos casos de infecção, a bactéria staphylococcus aureus era resistente ao antibiótico. A resistência dessa mesma bactéria à vancomicina é nova. Foi descrita pela primeira vez cinco anos atrás. É provável que, em 20 anos, tenhamos 100% de resistência. Eu diria que no máximo em 20 anos estaremos num mundo sem remédios para ela, e talvez isso aconteça até antes. ÉPOCA – Qual a sua opinião sobre o uso de produtos de limpeza com bactericida em nossas casas? Mary - Esses produtos que matam bactérias as encorajam a sofrer mutações e ficar mais fortes e difíceis de combater. Quanto mais usamos, mais as incentivamos a mudar. Há outros produtos para limpar nossas casas, como vinagre, água pura e água sanitária. Sempre encorajo as pessoas a não usar bactericida. ÉPOCA – Você tem dois filhos. Como foi a criação deles? Mary - Uma vez encontrei meu filho, que na época tinha menos de dois anos, no quintal de casa comendo esterco de cavalo! E por mim estava tudo bem. Não há nada num esterco de cavalo que possa causar mal a uma criança. Você deve deixar seus filhos rolar no chão, comer grama e ganhar lambidas de um cachorro. Se você permite isso, o corpo aprende o que é um germe perigoso e o que não é. Muitos elementos no meio ambiente não fazem mal. Se o sistema imunológico não sabe detectar um invasor, ele começa a trabalhar contra o seu próprio corpo e desencadear doenças auto-imunes – aquelas em que o corpo tenta matar suas próprias células. Há uma relação entre a sociedade humana ter se tornado mais e mais limpa e o aumento de alergias e doenças auto-imunes. Nosso sistema imunológico está fora de controle porque está mais forte contra ele mesmo. Ele não sabe distinguir o que é um invasor ou o que é você. ÉPOCA – Por que as pessoas estão buscando essa cultura da limpeza? Mary - Parte da culpa vem da mídia e da televisão. Não sei como são os comerciais no Brasil, mas nos Estados Unidos, há uma cultura de impor o medo, de mostrar que você está sempre em perigo, que deve usar produtos químicos poderosos, que você é uma péssima mãe e que deve deixar tudo o que for perigoso fora de sua casa. E esse não é o modo como a natureza planeja que seu corpo trabalhe. Nós evoluímos como espécie humana sendo expostos a milhões de organismos e nem todos são perigosos, muitos são benéficos. Obviamente precisamos de água limpa para beber e ar limpo para respirar, mas muita sujeira que os bebês colocam na boca é inofensiva. Fonte:Revista Época. E aí mamães de plantão o que acharam? Quanto a mim sempre fui adepta do pé no chão, biscoito soprado quando cai , etc. E isso de medicamento a toda hora concordo plenamente, sou bem tranquila quanto a isso, só no último caso. Beijos

Você Sofre de Triscaidecafobia?

Triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13. O medo específico da sexta-feira 13 é chamado de parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia. Eu não, para mim Sexta-feira 13 ou não, é apenas mais um dia que o "Senhor Fez". ...hoje é o dia que o Senhor já fez, me alegrarei, me alegrarei e cantarei para o seu louvor... Beijos

Balaios (como diria a Vovó) em Todo Canto.

Úteis, funcionais, bonitos, facieis de encontrar, usar e gostar.
No banheiro
Organizando Como mesa de canto
Decorando
Decorando
Coloridos
Hoje estão por toda a casa, fazendo bonito, já foram usados mais escondidinhos, com menos glamour, mas com passar do tempo foram ganhando novas formas, cores e texturas, sem falar da utilização, hoje são peças de decoração. Com isso ganhamos nós.
E esta do pic nic, quem se lembra? Doces lembranças nos trás
esse tipo de cesta!
Escolha o que mais te agradar e mande ver, eles vão fazer sucesso!
Beijos

quinta-feira, 12 de março de 2009

Feriados 2009.

Tá bom eu sei o ano mal começou, mas que um feriado é tudo de bom é, né não? Então vá se programando, afinal não somos de ferro!

Tabela de Feriados em 2009

Data Dia da semana Comemoração
1º jan quinta feira Confraternização universal
23 fev segunda feira Carnaval
24 fev terça feira Carnaval
10 abril sexta feira Sexta-feira Santa
21 abril terça feira Tiradentes
1º mai sexta feira Trabalho
11 jun quinta feira Corpus Christi
7 set segunda feira Independência do Brasil
12 out segundafeira Nossa Senhora Aparecida
2 nov segundafeira Finados
15 nov domingo Proclamação da República
25 dez sextafeira Natal

Próximo feriado:

Semana Santa Beijos

Tensão Pré-Menstrual, o fantasma das mulheres.

Pois é nesses dias que nos acompanham todos os meses do ano, ajo meio que na base do grito, do choro, e aí vai... então o melhor a fazer para o bem da nação, diga-se de passagem marido e filhos, coitadinhos... é esperar a dita cuja passar e pedir muita paciência a Deus... dias complicados, viu? Seus nervos estão à flor da pele. Você está mais ansiosa do que o normal, além de chorar por qualquer coisa. Aposto que já sabe o que está acontecendo? É isso mesmo, provavelmente você está no seu período pré-menstrual e os primeiros sintomas da famosa Tensão Pré-Menstrual (TPM), começam a aparecer.

Mas afinal de contas o que é a tensão pré-menstrual? É uma disfunção hormonal que antecede a menstruação e, por causa desse desarranjo, há um desequilíbrio no comportamento da mulher. “Os sintomas como irritabilidade, ansiedade, entre outros, podem variar de intensidade de um mês para o outro, de acordo com o estado emocional de cada mulher”, explica Ângela Alcântara Benini, psicóloga clínica, psicoterapeuta e psico-oncóloga.

Com o passar dos anos os sintomas da TPM ficam mais intensos, principalmente entre os 45 e 50 anos, quando as mulheres estão próximas da menopausa, período em que o organismo encerra a menstruação, pois os ovários param de funcionar. Mas existem diversas teorias que tentam explicar as várias causas da TPM. Uma delas revela que é por causa das alterações nos níveis de serotonina, substância responsável por nosso humor e apetite.

Sérgio dos Passos Ramos, médico especialista em Ginecologia e Obstetrícia, comenta que a TPM também é chamada pelos profissionais de medicina de Síndrome Disfórica Pré-menstrual, e atinge aproximadamente 35% das mulheres. “Esse período pode começar de 10 a 15 dias antes da menstruação.”

Saiba se você tem TPM

Mara Solange Carvalho Diegoli, coordenadora do Centro de Apoio à Mulher com Tensão Pré-Menstrual do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, explica que é muito simples descobrir se você sofre de tensão pré-menstrual. Basta anotar, todos os dias em um calendário, tudo o que você está sentindo durante o dia. É importante que isso seja feito por dois meses seguidos, anotando inclusive os dias de menstruação. Não esqueça de ressaltar os sintomas que mais incomodam como irritabilidade, depressão, ansiedade etc

Em seguida basta analisar as informações e verificar se os sintomas que apareceram antes da menstruação desapareceram quando ela chegou. Se a constatação for esta, você sofre mesmo de TPM. Fique atenta e não deixe que essa tensão interfira no seu desempenho profissional, familiar e social. Se isso acontecer é sinal de que você precisa de cuidados, nesses casos só um especialista poderá ajudar.

Características e sintomas da TPM

  • Depressão;
  • Vontade de chorar;
  • Fome em excesso ou falta de apetite;
  • Falta de sono;
  • Inchaço;
  • Agressividade;
  • Ansiedade;
  • Dor de cabeça;
  • Acne.

Como aliviar a TPM

  • Realize atividades que proporcionem bem-estar como passear no parque;
  • Faça uma atividade física. Pode ser uma caminhada ao ar livre, andar de bicicleta, nadar, ou jogar tênis. Isso ajuda a reduzir a tensão e melhorar a auto-estima;
  • Evite agendar compromissos importantes para os dias que antecedem a sua menstruação;
  • Procure se arrumar, mesmo que você não vá sair de casa, isso também ajuda a elevar a sua auto-estima;
  • Afaste os pensamentos negativos, seja otimista e mentalize coisas boas.
  • Procure fazer uma alimentação balanceada com verduras, frutas e legumes;
  • Prefira alimentos diuréticos que ajudam na eliminação de água, como: agrião, morangos, melancia etc.
  • Diminua o sal, ele ajuda a desencadear os inchaços, pois contribui na retenção de líquidos.

Especialistas consultados:

  • Sérgio dos Passos Ramos – www.gineco.com.br - (12) 3921-0404
  • Angela Alcântara Benini – (11) 3666-3626
  • Mara Solange Carvalho Diegoli – (11) 3083-3343
Leia mais em: www.gineco.com.br Beijos