1 Tessalonicenses 1
Todos os cristãos têm o Espírito Santo, mas alguns se destacam mais em certos aspectos da fé. Os crentes em Tessalônica tinham uma esperança tão grande, que inspirava-lhes perseverança diante das perseguições que a igreja sofria. Paulo dá graças a Deus o trabalho frutífero dos tessalonicenses, produzido por meio da fé em Cristo, e pela fidelidade deles enquanto esperavam o retorno de Cristo.
Mas, curiosamente, os cristãos em Tessalônica depois perderam o equilíbrio entre a ação e a espera. Aqueles crentes perderam a expectativa da volta de Cristo tomar conta da vida deles a ponto de não deixarem muito espaço para o trabalho. A ideia comum parecia ser: “Se Cristo vai voltar logo, porque se sacrificar?” Mas, esperar e agir trabalham juntos, como luva na mão: “Agora lhes pedimos, irmãos, que tenham consideração para com os que se esforçam no trabalho entre vocês... Exortamos vocês, irmãos, a que advirtam os ociosos...” (1 Tessalonicenses 5:12-14) A preguiça deve ser corrigida e o trabalho duro, aprovado.
A dinâmica entre esperar e agir envolve uma antecipação plena da graça de Cristo, assim como a confiança de que Ele, “que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1;6)
Ore
Senhor, que nossos corações e mãos estejam ocupados te aguardando, ao mesmo tempo em que realizamos teu trabalho. Renova nossa esperança, nosso desejo e entusiasmo pela expansão do teu Reino. Em nome de Cristo. Amém.
Pense
A convicção do retorno Cristo faz aumentar a urgência do trabalho.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
AÇÃO E ESPERA
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
CONFIAR E OBEDECER
Deuteronômio 9:23-24
Seria a confiança um dom e a obediência uma realização pessoal?
Podemos pensar, como fez o povo de Deus no passado, que a obediência torna a confiança desnecessária. Se obedecemos as leis, e nesse processo demonstramos nosso valor, não temos que confiar. É o que parece.
O apóstolo Paulo diz que se alguém pudesse se orgulhar pelo fato de guardar os mandamentos, ele seria o primeiro de todos a ter motivo de orgulho. Mas Paulo observa que confiar em Jesus é mais valioso do que toda a capacidade de ser obediente da qual ele, Paulo, poderia se gabar!
Observemos o povo de Israel na entrada da Terra Prometida. Moisés explica, com ilustrações da vida do próprio, a razão pela qual Deus não permitiu que seus pais e avós entrassem naquela terra. E a razão é que eles não tinham nem confiado no Senhor, nem obedecido às palavras do Senhor. A falta de confiança impediu-lhes de obedecer os mandamentos e de se apossarem da Terra como dom de Deus.
Obediência flui da confiança e confiança revela-se pela obediência. Onde uma existe, a outra cresce. Duas ações, uma interna e outra externa, ligadas por um relacionamento de amor que nos abençoa e glorifica a Deus.
Ore
Senhor do nosso livramento, cria em nós confiança que produza frutos de obediência; permite que nossa obediência demonstre que nossa confiança é verdadeira. Oramos em nome de
Jesus.
Amém.
Pense
A obediência flui da confiança e a confiança revela-se por meio da obediência.
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domingo, 8 de novembro de 2009
SER E PERTENCER
Romanos
14:1-12
Havia muitos crentes, na igreja de Roma, que gostavam de agir como se fossem juizes numa partida de futebol. A igreja estava cheia de gente que julgava e condenava outros membros. Mas Paulo expulsou do jogo esses árbitros indicados por si próprios. Eles haviam se esquecido de que todos nós somos responsáveis diante do Supremo Juiz: “Cada um dará contas de si mesmo a Deus.” De maneira triste, esses críticos da igreja em Roma preocupavam-se tanto em ser perfeitos que se esqueciam da importância de pertencer a Deus e aos outros.
Fazemos o mesmo hoje. Nossa sociedade individualista estabelece padrões estritos que determinam quem “fica” e quem “sai”. Ser parte do grupo depende dos relatórios de realizações pessoais. Projetar uma boa reputação perante os que nos rodeiam é mais importante do que sermos honestos e transparentes, ao ponto de deixar transparecer nossas necessidades de amor e graça.
As Escrituras nos convidam para uma vida de obediência e santidade. Mas santidade começa com a graça de Deus que nos envolve, gerando perdão e restauração.
A preciosa graça de “pertencer” nos dá conforto. Na verdade, pertencemos na vida e na morte ao nosso fiel Salvador. Isso faz toda a diferença.
Ore
Em nossa vida e morte, em nosso corpo e espírito, recebemos o precioso dom de pertencermos a Jesus. Permite-nos, Pai, usufruir conscientemente desse conforto. Em nome de Jesus oramos. Amém.
Pense
A igreja continua cheia de gente que julga, e até condena, outros membros.
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sábado, 7 de novembro de 2009
ALEGRIA E TRISTEZA
Isaías
60:15-22
Ao me dirigir para o trabalho, naquela manhã de inverno, peguei a rampa para a via expressa que uso quase que diariamente; mas, naquele dia, meu carro escorregou em uma fina e invisível camada de gelo. O carro voou sobre o gelo e rodopiou umas três vezes ao entrar na rodovia, em geral muito movimentada. Não bati em nenhum carro. Meu coração parecia pular para fora do peito. Parei o carro no acostamento e me desmanchei em lágrimas que misturavam medo e alegria.
Neste mundo imperfeito, nossas emoções quase sempre são confusas. Nuvens escuras de medo e tristeza misturam-se, às vezes, com raios do sol da alegria.
Costumamos usar frases feitas para nos preparar para as ondas de sofrimento que venham sobre nós: “Essas coisas têm mesmo que acontecer”; sofrimento é parte da vida; “há males que vem para o bem”. Tentamos nos enganar com pensamentos que absorvam os choques da vida. Mas não temos o poder de criar alegria ou encerrar o sofrimento por nossas próprias forças.
A Bíblia revela que Deus realiza um trabalho contínuo para o dia futuro em que nossa tristeza se transformará em alegria. Assim, vivemos antecipando a chegada desse dia, com tristeza, mas com esperança e alegre confiança.
Ore
Senhor, gostaríamos de ter controle sobre nossas tristezas e alegrias. Dá-nos hoje
a convicção da esperança daquele dia em que nossas tristezas serão substituídas por completa alegria. Em nome
de Jesus. Amém.
Pense
“[...] o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria.” Salmo 30:5
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
AMOR E ÓDIO
Salmo
45:1-9
Amor e ódio costumam andar juntos e o fio os que separa pode ser muito tênue. O ódio, na verdade, não deveria jamais estar em nosso coração, exceto o ódio contra a iniquidade.
Os governos deste mundo costumam comprometer a justiça, em favor de uma complacência que acomode comportamentos questionáveis de seus líderes. E nós, sem perceber, podemos nos incluímos nessa lista. Por vezes, optamos por um padrão flexível de medir, com base no comportamento da maioria, que nos permita passar no teste desse padrão de virtude flexível. Aumentamos as notas de avaliação do amor e abaixamos as do ódio à iniquidade. Fazemos qualquer coisa para parecermos melhores.
Mas Deus odeia a iniquidade. Por isso Ele atacou de forma decisiva o poder e a poluição da nossa iniqüidade: derramou a ira que recairia sobre nós em seu próprio Filho.
Tal contraste assombroso entre amor e ódio nos mostra quem é Deus. E também revela quem somos. Diversamente de Deus, não temos a tendência de odiar a iniquidade; nós a cozinhamos em banho-maria ou arranjamos desculpas. E temos a tendência de amar por interesse próprio e não por causa da graça. Queremos que o objeto do nosso amor faça algo por nós. O investimento de amor que Deus faz em nosso favor não tem preço nem condição.
Ore
Senhor, que possamos amar somente o que tu amas e odiar somente o que odeias: nosso pecado e nosso orgulho. Que tua justiça seja nosso padrão permanente. Por Jesus. Amém.
Pense
O fio que separa o amor do ódio pode ser muito tênue.
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